AS ÁGUAS DO PÂNTANO  NÃO CORREM PARA O MAR
Jorge Linhaça
 
As águas do pântano são águas paradas
onde putrefações tanto assim acontecem
fétidas águas para sempre estagnadas
onde a doença e a fedentina prevalecem
 
Onde as sanguessugas assim aguardam
pelo pobre sangue fresco que as alimente
Águas apodrecidas em si mesmas deságuam
revolvidas em lodo e entulho permanentes
 
Águas de pântano não correm para o mar
são águas escuras cheias de armadilhas
Cheias de criaturas traiçoeiras às habitar
 
Formadores de tão nefastas camarilhas
que na arte  negra do tão bem enganar
São capazes de tornar noite o claro dia.
 
 
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Até o mar rejeita
Maria Nogueira Martinelli
(Sapeka)
 
 
E das águas pantanais que causam náusea
E que paradas apodrecem e exalam o odor
cheirando a morte putrefadas nessa várzea
causam  o efeito de viver em meio ao horror
 
 
Parasitas que ali habitam espreitam ávidas
da ceia farta abençoadas na mesma maldição
se alimentam de águas calmas de cores cálidas
se lambuzam e se benzem fazendo disso oração
 
 
Se o mar rejeita e não aceita essa iguaria
vomitadas, despejadas ,maldizendo o escroto
é por saber que das águas quer apenas auforria
 
 
E nesse engodo de tentar só enganar o mar
com armadilhas nefastas tão persuadoras
Retornas a podridão de  que fizeste teu lar
 
 
Sapeka
 
15/02/2006
 

 

 

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