Valsa vazia
Maria Nogueira Martinelli
(Sapeka)
 
 
 
Minha alma vaga aflita numa valsa vazia
Que o brilho da melodia não mais ofusca
Em acordes num mesmo tom sempre busca
falsetes que tira o som da voz muda do dia
 
 
A alma valsa em vazios na noite de solidão
Nos acordes arrancados em confusa sintonia
E passos contracenando em perfeita simetria
Com vazio bailado triste valsando a emoção
 
 
Minha solidão valsa a alma dessa sangria
Na triste balada vozeando total comunhão
chorando um vazio nas notas dessa canção
ofuscando a melodia que outrora eu sentia
 
 
E é nessa mesma valsa sempre constante
Em passos ensaiados em silhuetas difusas
Tropeço em compassos de notas confusas
De valsa vazia em som que ouço distante
 
Maria Nogueira Martinelli
(Sapeka)
 
21/11/2006
 
 
 
 
Dança da alma
Sandra Ravanini
 
 

Tropeça a minha alma na servidão tão aflita,

no acorde que invade essa dor em meu peito,

meu olhar sempre baixo e por vezes sem jeito,

falseia um verbete de uma melodia contrita. 

 

 

Valsa o vazio nas insones noites de conflito,

e uma ensandecida vestindo a fria abjeção

dança na bruma solitária do pequeno salão,

sonhando ser a fada da clareação ou o mito. 

 

 

Sangra a minha alma em santas gotas vazias

tal um adágio solitário em um beco tão triste,

orquestrando essa música que ora não existe,

escasseando as notas e perdendo a harmonia.

 

 

E valsa o meu corpo sangrando quanta solidão,

e uma trêfega silhueta oscila sorrindo à apatia,

musicando os dias eu danço a minha alma vazia

encontrando o reflexo do meu olhar no frio salão.

 

24/11/2006

 

 

arte e formatação - Denise Moura 

 

 

 

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