Soneto LXXVIII
Tere Penhabe

A solidão é uma brisa que não sopra
a diversão de dois amantes sem amor
 fogo constante que arde sem dar calor
a solidão é do destino uma manobra.

Ninguém a pede mas a tem sem precisar
e dói tão fundo que é difícil socorrer
às vezes grita e eu penso que vou morrer
mas solidão é coisa que não vai matar.

Só abre chagas imensas no coração
jorrando a hemorragia da verdade
que em altos brados diz que tudo é ilusão.

A tua voz a esboçar-me esse carinho
parece pouco mas é tudo que eu tenho
e é tão bom vê-lo chegando de mansinho...

Santos, 07.05.2007
www.amoremversoeprosa.com
 
 
 
Reafirmando a Solidão
Maria Nogueira Martinelli
(Sapeka)
 
Solidão dói e machuca em noites de luar
Coração parece que apenas sente e escuta
A canção de amor perdida no verbo sonhar
Revirada em notas tristes de uma minuta
 
 
Aparece tão de mansinho, sem permissão
Invade e  corrói, assusta e ainda domina
Faz pouco e pisa nos apelos de um coração
 Em morte lenta faz o rascunho que assina
 
 
O luar fica sem graça numa noite sem talvez
O amor é espera triste vadiando sem querer
As noites são vazias e  esperam apenas sua vez
Solidão é a companhia desse coração a morrer
 
 
Esperança é tempo perdido que não se cansa
De um dia o amor vier de surpresa encontrar
Fazer da noite longa ser apenas uma criança
Que sonha acordada o amor que a fez esperar
 
 
Santos 08/06/2007
 
 
 
Solidão
José Ernesto Ferraresso

Chega a noite.
A escuridão envolve a terra,
A solidão paira sobre o ar,
Este momento me faz pensar,
Que a solidão é triste,
Que ela esconde mistérios,
Que nem podemos imaginar.
Não quero  senti-la, mas não posso evitar,
Pois sei que mais cedo ou mais tarde ,
A solidão em mim irá chegar.
O temor  é grande ,
O medo muito mais
Esse processo acontece
Quando se deixa por ela dominar

José Ernesto Ferraresso
Serra Negra
 
 
 
 
midi: como eu amei_Benito de Paula
 

 

 

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