Carícias do mar
Maria Nogueira Martinelli
(Sapeka)
 
 
Ah esse mar, que tanto me encanta
Se as águas serenas vem me beijar
Traz um carinho em uma onda tonta
De tantas vezes que me vem entregar
 
 
Conforta-me esses carinhos que ele faz
Na solidão em dia triste de um céu gris
Acalmando o peito em bênçãos de paz
Com o mesmo sal que afasta os colibris
 
 
É nesse mar que comungo as tristezas
Confesso a dor e espanto os fantasmas
Refaço a calma abalada das incertezas
Revelando os resgates de meus traumas
 
 
É doce meu mar quando entrega o beijo
Mesmo que o sal tente o gosto disfarçar
Sugo do beijo o mel que adoça o desejo
De no meu mar sempre ir me encontrar
 
Sapeka
25/06/2007
 
 
 
 

CANÇÃO DO MAR

*Fanny*

 

Há encanto nos murmurinhos do mar...

Há mansuetude no ondular do sentimento

que devaneia  nas ondas, melífluo enlear,

trazendo carinhos à foz do pensamento.

 

Abrigo-me na aragem da sua afeição...

A nostalgia estende-se na areia, voluteia

nas asas do vento levando a minha solidão

a soçobrar no mar, ao encontro da Sereia.

 

É nesse oceano azul que afundo a melancolia,

mergulho nas profundezas do meu ser...

Espanto dores na canção do mar que acaricia.

 

Minh’ alma carente, antes em infinda agonia,

floresce nas ondas de um novo alvorecer...

Flutua risonha nas brisas serenas da poesia.

 

*Fanny*

28/06/2007

 

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Carícias do mar
Tere Penhabe
 
Mar, doce mar de ondas sempre suaves
que embalaram sonhos, meus milagres
impossibilidades, da alma e coração...
Mar, doce mar, tão mágico e tão bom!
 
Sem teus carinhos, meu caminho tão sozinho
seria doído demais, sem meu mar...
Mar que me dá seu colo, que me faz cantar
que seca minha lágrima atrevida, tão sentida...
 
 
Estava certo o poeta, quando cantou tão bonito
é doce morrer no mar, mais que doce é bendito
e eu morrerei feliz, envolta em suas carícias
lembrando de quem amei, quem vi de longe na vida.
 
Fica comigo meu mar, nessa noite e madrugada
embala-me em teu encanto, numa onda espraiada
depois eu irei em paz, pra terra do nunca mais
e eu sei... nem saudades deixarei!
 
Tere Penhabe
Santos, 29.06.2006
 
 
 
 

MISTÉRIOS DO MAR 

©Antonieta Elias Manzieri

 

 

Escunas que ao longe avisto, sem rumo,

em meio a vagalhões medonhos...

Perdidas num mar imenso e revolto

à deriva, em retorno...

 

Vejo-me dentro de um veleiro

sem porto para ancorar.

Do qual sou o único passageiro,

Estando prestes a naufragar.

 

Escunas no horizonte sumindo...

Quem poderá detê-las?

Vejo-as dando um último aceno,

quem conseguirá de volta trazê-las?

 

Igual a nau em mar revolto,

meu coração está perdido, à deriva.

Sem escolta, sem ter porto,

Em meio à carga da estiva.

 

Mar que tanto me atrai! Hoje me trai...

Leva meu sonho onde não posso alcançar,

Numa última viagem acenando vai...

E eu, alucinada, tento em vão segurar...

 

Rendo-me submissa a ponto de sucumbir.

Tudo inútil, ele é mais forte que eu.

Contemplo estática, incrédula, vendo-o consumir,

feito algoz a tirar-me o pouco que ainda é meu...

 

©Antonieta Elias Manzieri

 

 

 

 

  

SOU MAR
Gui Oliva

Sou como ele já cantado em poesia,
selvagem*... insubmisso, rebelde e calmo,
brumas... nesse vem  e vai,  voltas da vida
em ondas que se desmancham em espumas.

Sou seu mergulho fundo como recitar um salmo,
à margem tento encontrar os pés descalços,
com força bato nos costões e sigo, no encalço
das marés mansas, encontrar quem beijo e salgo.

Sou as águas espelho dos voejos de gaivotas, 
sou parte de um porto que espera ser seguro,
e quero sempre ser um mar do amor que clamo

 se, insano,lançar tempestade em minhas grotas,
sou maré dos desenganos, do tempo escuro,
viro um oceano de perdas...um mar profano.


 

Gui Oliva

01/07/07

 

 

 

 Mar_ amar
Eugénio de Sá
 
Mar de surpresas,
Fecundo
sempre ouvi falar de ti
ora em verdes esbatido
ora em praias esvaído
nesses encantos vivi
Mar orgulho,
de profundo
 
Mas os tempos de menino
hoje são ecos distantes
já não te vejo como antes
sendo como eu, ladino

Soube das tuas maldades
das virtudes marinheiras
em frágeis naus bailadeiras
e das heróicas verdades

E soube d’atrocidades
quando em vagas altaneiras
te afogaste em bebedeiras
                       de espumas e de vaidades                        

Hoje não tenho mais mar
para rir, nem p’ra me encantar
sou menino sem idade 
Mas mesmo assim não esqueci
                                                                  
Foi em ti que eu mais vivi
e de ti sinto a saudade
nesta saudade de amar

 

 

Eugénio de Sá 

 

 

 

 

 
Como maré, voce se foi
              by Cel
 
Voce chegou,
deitou-se em minha praia,
molhou meu corpo com beijos,
gravou seu nome em mim,
deixou o amor,
estendido, largado
no fundo do meu coração ...
 
Voce partiu,
se foi qual maré vazante,
sequer lembrou de olhar
nem por um instante
o meu olhar molhado, vazado
da saudade, de voce ...
 
Minha praia hoje não é nada,
sem sol, perdeu o brilho deixou-se secar,
nas suas andanças de enchente,
esqueceu-se de apagar,
teu nome, da minha mente ...
 
*** Labirintos da Alma ***
Cel  (Cecília Carvalho)

 

 

 
 
criação:denise moura
 
 

 

 

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