Amargura da alma

Maria Nogueira Martinelli

(Sapeka)
 
Alma amargurada
 
Sônia Ravanini Pina
 
BRENDA

             
 
Não foi só a mim que a sua palavra feriu
Nos versos tristes e desprovidos de amor
A amargura arrancada dos olhos que viu
Toda a feiúra exposta na tirania da dor
 
 
Foi minha alma ferida que lhe provocou tanta dor,
foram meus tristes versos sentidos que lhe atingiu.
e na tentativa de não me deixar atingir pelo torpor,
  versejo essa desforra que grito, e que só você ouviu.
 

Também feriu sua alma que vaga aflita
Que busca cansada o consolo  de ouvir
A esperança de sonhos de paz e acredita
No coração dessa fé de um novo porvir
 
 
Feriu-se a sua alma, como som da minha alma que grita,
que cansada, desnudada, nada mais busca à não ser ouvir
o choro de tantas outras almas, assim como a minha, aflita,
que sem fé em seus amores, meu coração deixou de sorrir.
 

E nessa mágoa que insiste em declamar
A cada verso de lágrima que dita rancor
Faz sofrer quem teima querendo te amar
E sua alma esquecida num canto da dor
 
 
Insisto nessa mágoa por não ter nada mais a fazer, falar,
e a cada lágrima já derramada, ninguém curará essa dor
de um sofrimento já causado, que se foi em um rio a rolar,
em frias águas caudalosas,  que já levou de mim tanta dor.
 
 
 
 

 

 

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