Florzinhas amarelas

Maria Nogueira Martinelli

(Sapeka)

 

FLORES

Sandra Ravanini

 

 

Nem sei o que me fez lembrar delas

Talvez o tempo passado na janela

Mas não é que veio na lembrança

Aquelas pequeninas flores amarelas

 

 

Foi assim, contando tantos pirilampos

naquele assoalho verde de um verão,

aspirando a sonolência dos campos,

tocou o meu rosto as flores-da-paixão.

 

 

 

Sabe aquelas miudinhas esparrelas?

Com cheirinho de mato e tão bela!

Se espalham pela vida de andança

Faz lembrar as pinturas de aquarelas

 

 

Dentro de mim, em minha própria floração,

meu peito num festival em águas mansas,

o estio das pétalas raiou na estação,

qual sépala das flores-de-esperança.

 

 

 

Por que será então que  pensei nelas?

As florzinhas sem perfume e amarelas

Terá sido a tarde fresca que avança?

Ou sol brando lembrando primavera?

 

 

Então, desse cálice a seiva verteu,

remindo todo relvado da expiação,

e das cores da aura surgiu o apogeu,

dos olhos em calma na flor-da-redenção.

 

 

 

 

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